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Gravura

A Gravura é a arte de converter (e/ou a transformação em si) uma superfície plana em uma matriz, um ponto inicial para a reprodução dessa imagem, através de diversas técnicas e materiais. O material dessa matriz pode variar e é também ele que vai determinar o tipo de gravura que está sendo executada.

 

A Origem da Xilogravura Expressionista no Brasil

Muitos desconhecem que o Expressionismo e seus precursores – Edvard Munch, Käthe Kollwitz, Alfred Kubin, entre outros – estão muito mais próximos de nós do que comumente se imagina. Há uma espécie de "árvore genealógica" que os liga à arte brasileira – às vezes, de modo indireto; mas, ainda assim, com sólidos galhos e raízes profundas. Neste ensaio, pretendo apresentar algumas breves notas sobre a chegada da xilogravura expressionista no Brasil. Minha intenção não é esgotar o assunto, mas meramente fazer alguns apontamentos sobre o lugar e as origens da xilogravura expressionista no contexto brasileiro.

 

A xilogravura é uma técnica de produção artística feita a partir de matrizes de madeira. Nelas é gravada a imagem a ser reproduzida, que é então impressa um certo número de vezes, de forma a compor uma tiragem ou edição. Comumente, após este processo, a matriz é destruída – há exceções, como veremos abaixo. Desta forma, fecha-se a tiragem de uma xilogravura, que é então comercializada de acordo com a qualidade da impressão. Em uma tiragem de 50 gravuras, por exemplo, as primeiras são de maior qualidade que as últimas, de modo que a gravura 1/50 (a primeira da tiragem) vale mais do que as 49/50 ou 50/50 (as últimas a serem impressas). De toda forma, essa reprodutibilidade torna a gravura uma obra de arte muito mais barata que a pintura ou o desenho, por exemplo.

 

No entanto, é preciso observar que estes cânones são modernos. Em tempos mais antigos – por exemplo, nos períodos medieval e renascentista – não existia um limite para a tiragem de uma matriz (a não ser, naturalmente, limites físicos – a própria resistência da madeira). Os maiores gravadores da história, como Albrecht Dürer, assinavam diretamente na matriz, o que conferia autenticidade a qualquer cópia impressa. Hoje em dia, isso não é mais comum; geralmente, a assinatura é feita a lápis, pelo próprio artista, em cada uma das cópias impressas. Nas gravuras dos expressionistas alemães – nas de Ernst Kirchner, por exemplo – já é possível ver que a assinatura do artista não está na matriz, mas na impressão. As mencionadas exceções são tradições populares que, ainda hoje, mantêm-se à parte dos cânones citados. 

A tradição do cordel é um exemplo: J. Borges, gravador contemporâneo internacionalmente conhecido, mantém a assinatura na matriz, e muitas vezes faz tiragens sem limite estabelecido. As maiores consequências disto dizem respeito, obviamente, ao mercado: uma gravura com tiragem e assinatura comumente chega a valer dez vezes mais do que uma gravura assinada na matriz e de tiragem ilimitada. No fundo, o que está em jogo são a assinatura do artista e a raridade da obra em questão. Já houve tentativas de fazer novamente da gravura uma arte acessível e de baixo custo – Lívio Abramo, um dos mais importantes gravadores brasileiros, combatia expressamente a supervalorização da gravura, defendendo a impressão de grandes tiragens vendidas a preços baixos.

 

Se pensarmos no caso do Brasil, todavia, veremos que, para além de questões técnicas e de mercado, a chegada da xilogravura expressionista representa o encontro de duas "tradições" que vêem a própria gravura de forma diversa. A xilogravura da tradição cordelista possui feições próprias. Em cada uma de suas linhas, apresenta características particulares, mas tradicionalmente voltadas à comunidade na qual nasce. Há desde as gravuras de linhagem moralista e religiosa até as destinadas a perpetuar mitos e histórias populares. No entanto, seu público, sua função e sentido são totalmente diversos da linhagem xilográfica moderna, de influências européias. A que já foi chamada de "gravura erudita" é cercada de ateliers, exposições, estritamente vinculada ao mercado das fine arts, para usar a expressão inglesa; é cercada de discussões formais e estéticas – veja-se a polêmica em torno da abstração, que teve lugar na gravura brasileira em certo momento do século XX, e, às vezes, certos comprometimentos com determinadas vanguardas artísticas. E, por fim, há a já mencionada questão da valorização da obra: uma preocupação com a autenticidade cujo propósito é diferente daquele que há entre os xilogravadores de tradição cordelista – já que aqui não se trata apenas de uma questão autoral, mas também de fatores econômicos.

 

De toda forma, é inegável que este encontro de águas abre horizontes para a gravura brasileira. Nasce, aí, uma infinita riqueza de linguagens – que, longe de se encarcerarem nos grilhões estilísticos de determinadas tradições, estão sempre prontas a rompê-las e encontrar novas trilhas. Foi isso que aconteceu com a tradição expressionista.

 

Quando falo do Expressionismo como uma "tradição", uso a meu favor a ampla acepção deste termo. É hoje um consenso entre os especialistas que não é possível falar de um "estilo" expressionista uniforme sem incorrer em profundos equívocos; de toda forma, espero que o que chamo de "tradição expressionista" torne-se claro através do próprio texto. A princípio, entenda-se que refiro-me a xilogravadores brasileiros que tiveram, diretamente ou não, influências concretas de artistas expressionistas ou a este movimento relacionados, entendendo-se por Expressionismo a moderna arte alemã das primeiras décadas do século XX.

 

Uma das presenças mais fortes, neste sentido, é Oswaldo Goeldi. Carioca, nascido em 1895, Goeldi foi ainda criança para a Europa, onde inseriu-se no mundo artístico. Marcelo Grassman, que o conheceu pessoalmente, observou que Goeldi disse-lhe pessoalmente que sua grande revelação havia ocorrido em uma exposição de Edvard Munch, da qual saiu "vendo gravura em tudo". No entanto, mais do que isso, Goeldi teve importantes relações com um dos expressionistas da chamada "primeira geração", pré-guerra: Alfred Kubin, genial gravador e desenhista que participou d'O Cavaleiro Azul, o seminal grupo no qual estavam Wassily Kandinsky e Franz Marc. Kubin foi, além de amigo, incentivador de Goeldi: este, como conta Aníbal Machado em seu clássico ensaio sobre o artista, enviou àquele certo dia, assaltado pela dúvida e incerteza, seus trabalhos, a fim de colher uma opinião crítica. A resposta de Kubin – "seus instrumentos de gravar tiram faíscas misteriosas e feiticeiras do bloco de madeira" – deu início a uma correspondência que atravessou décadas. Experiência similar foi a de Lasar Segall, russo naturalizado brasileiro em 1927. Este, por sua vez, conviveu com a chamada "segunda geração" de expressionistas; chegando a fundar, junto a Otto Dix, Conrad Felixmüller, Otto Schubert e outros, o Grupo 1919. Pode ser interessante lembrar que, dentre as obras recolhidas para a exposição nazista de Arte Degenerada, em 1937, estavam dez obras de Segall.

 

É importante falar também dos alunos de Axel Leskoschek, austríaco que exilou-se na Suíça em 1938, vindo para o Brasil como refugiado de guerra. Na Europa, havia sido aluno de Käthe Kollwitz, expressionista cuja obra expressa intensa preocupação social e política. Basta que se veja seu Memorial para Karl Liebknecht, gravura de tiragem ilimitada vendida a preços baixos, cuja renda foi revertida para financiar as exposições do proletariado berlinense. Leskoschek, como observa Fayga Ostrower, tinha uma capacidade única de "captar o clima mental de uma cena ou de uma narrativa, o que fazia de maneira brilhante"; e deixou marcas em uma grande quantidade de seus alunos – entre os quais estavam, além de Fayga, gente como Ivan Serpa, Renina Katz e Edith Behring. Pode-se lembrar ainda que a própria Fayga Ostrower teve declarada influência de Käthe Kollwitz.

 

À guisa de conclusão, gostaria de observar que, como demonstram estas notas, a xilogravura expressionista chegou ao Brasil por caminhos bastante visíveis. Na história da gravura brasileira, trata-se de um capítulo seminal, dada a fundamental influência de Goeldi, Segall, Leskoschek e tantos outros na nossa arte gráfica. Deste livro, os primeiros capítulos apenas esparsamente foram até o momento escritos; entretanto, todos nós, artistas ou amantes da arte, estamos, ainda que muitas vezes inconscientemente, entre seus leitores.

 

 

Alguns Links sobre a Gravura:

Galeria Gravura

Prensas

Materiais

Bienais e Trienais de Gravura

Escola da Gravura I Bisonte - Itália

Printworks magazine

The Socity Wood Gravers

Museu Casa da Xilogravura

Xilogravura Suiça

 

Tipos de Gravura:

Xilogravura é a técnica mais antiga para produzir gravuras, e seus princípios são muito simples. O artista retira de uma superfície plana, a matriz geralmente é madeira as partes que ele não quer que tenham cor na gravura. Após aplicar tinta na superfície, coloca um papel sobre a mesma. Ao aplicar pressão(com uma prensa) sobre essa folha a imagem é transferida para o papel.

 
Calcogravura: A técnica da gravura em metal começou a ser utilizada na Europa no século XV. As matrizes pode ser placas de cobre, zinco ou latão. Estas são gravadas com incisão direta ou pelo uso de banhos de ácido. Água-forte, água-tinta, ponta seca são as técnicas mais usuais. A matriz é entintada e utiliza-se uma prensa para transferir a imagem para o papel.

A gravura em metal é o processo de gravura feito numa matriz de metal, geralmente o cobre. Pode também ser feita em alumínio, aço, ferro ou latão amarelo. A gravura em metal pode ser definida como gravura de encavo (do francês gravure en creux), termo genérico que é aplicado para definir certos procedimentos da gravura. A palavra encavo pretende ressaltar que o depósito de tinta para impressão é feito dentro dos sulcos gravados e não sobre a superfície da matriz, como no caso da xilogravura.

As ferramentas mais comuns usadas para gravar uma imagem na matriz são a ponta seca e o buril. Mas na maneira direta há também o roulette (que permite conseguir um traçado irregular, granulado, como um lápis grafite). Já o berceau, o brunidor e o raspador, são instrumentos usados na técnica conhecida como maneira negra (do francês manière noire) ou também conhecida como meia-tinta (do italiano mezzo - tinto). Existem ainda técnicas nas quais são utilizados produtos químicos, como na água fortee na água tinta.

As nomenclaturas e as diferenciações dos inúmeros procedimentos que caracterizam o que genericamente denomina-se "gravura em encavo" são fundamentadas a partir de características básicas de suas variantes técnicas processuais: a gravura em metal, por se utilizar de um metal como matriz; a calcogravura do latim calco que significa comprimir; o talho-doce (do francês taille-douce); e também por especificidades técnicas como gravura a buril, a água-forte, a água-tinta, que podem referir-se tanto à técnica quanto ao instrumento utilizado na gravação.

A gravura em Metal é uma das mais antigas técnicas de gravura. Existem obras nesta técnica datadas de 1500, produzidas por vários gênios da Renascença, como o alemão Albrecht Durer, por exemplo. A gravação em metal estava no princípio ligada ao trabalho de ourivesaria, como obra de entalhe e desse modo voltada à ornamentação. O desenvolvimento de processos gráficos a partir do século XV, impulsionado por novas necessidades na realização de imagens impressas e na procura de técnicas que permitissem um trabalho gráfico da imagem impressa de alta qualidade e resistência às grandes tiragens e edições, encontrou no meio ligado à ourivesaria o ambiente necessário para o emprego de matrizes de metal e para o aparecimento das técnicas da gravura em metal. A gravura em encavo, assim denominada como oposição à gravura em relevo, deposita a tinta nos sulcos realizados pela gravação.

A técnica do Metal consiste na "gravação" de uma imagem sobre uma chapa de cobre. Os meios de obter a imagem sobre a chapa são muitos, e não seria exagero dizer que são quase "infinitos", pois cada artista desenvolve seu procedimento pessoal no trato com o cobre. A maneira mais direta de fazer uma gravura em metal é com ferramentas, como a ponta seca - um instrumento de metal semelhante a uma grande agulha que serve de "caneta ou lápis". A ponta seca risca a chapa, que tem a superfície polida, e esses traços formam sulcos, micro concavidades, de modo a reterem a tinta, que será transferida por meio de uma grande pressão, ao passar por uma prensa de cilindro conhecida como prensa calcográfica, e imprimindo assim, a imagem no papel. A impressão da imagem gravada em encavo baseia-se na retirada da tinta que se encontra nos sulcos gravados, o que exige uma considerável pressão mecânica e, portanto, equipamento adequado que difere do tipográfico, ou de uma impressão manual, como ocorre na xilogravura.

Além de ferir a chapa de cobre com a ponta seca, obtendo o desenho, a chapa também pode receber outras ferramentas diretas como o buril, o roulette e outros. Nos meios indiretos, água-forte e água-tinta, os produtos químicos, conhecidos por mordentes (ácido nítrico, percloreto de ferro e etc.) atacam as áreas da matriz que não foram isoladas com verniz, criando assim outro tipo de concavidades, e consequentemente, efeitos visuais. Desta forma o artista obtém gradações de tom e uma infinidade de texturas visuais. Consegue-se assim uma gama de tons que vai do mais claro, até o mais profundo escuro. Estes procedimentos ainda podem ser usados em conjunto.

São inúmeros os exemplos de artistas que produzem obras onde a gravura é utilizada não apenas como ponto de partida para o desenvolvimento de todo um processo, mas também como meio expressivo autônomo, que recupera antigas técnicas e procedimentos tradicionais mas também incorpora imagens produzidas por equipamentos e tecnologia de ponta nos dias atuais. Desde as primeiras manifestações gráficas os diferentes procedimentos da gravura têm encontrado papel de destaque, tanto como meio de comunicação de ideias, ou como meio difusor de conhecimento, ou ainda como um importante recurso expressivo.

A gravura como meio de expressão e de pensamento, com sua linguagem própria, se manifesta indiscutivelmente no contexto da arte contemporânea, a considerar sua enorme importância na formação do pensamento e da cultura ocidentais.

Em 1796 Alois Senefelder descobriu as possibilidades da pedra calcária para fazer impresões e, após dois anos de experimentações desenvolveu a técnica da Litografia. Esta técnica parte do princípio químico que água e gordura se repelem. As imagens são desenhadas com material gorduroso sobre pedra calcária e com a aplicação de ácido sobre a mesma, a imagem é gravada. Assim como a gravura em metal, essa técnica também necessita de uma prensa para transferir par ao papel a imagem gravada na pedra.

Embora existam registros de trabalhos utilizando stencil na China, no século VIII, a serigrafia começa a ser aplicada mais freqüentemente por artistas na segunda metade do século XX. Como as técnicas descritas acima, também a serigrafia apresenta diversas técnicas de gravação de imagem. Uma delas é a gravação por processo fotográfico. Imagens são gravadas na tela de poliéster e com a utilização de um rodo com a tinta a imagem é transferida para o papel.

Litogravura:

Litografia (do grego -lithos [pedra] -graféin [grafia, escrita]) é um tipo de gravura. Essa técnica de gravura envolve a criação de marcas (ou desenhos) sobre uma matriz (pedra calcária) com um lápis gorduroso. A base dessa técnica é o princípio da repulsão entre água e óleo. Ao contrário das outras técnicas da gravura, a Litografia é planográfica, ou seja, o desenho é feito através do acúmulo de gordura sobre a superfície da matriz, e não através de fendas e sulcos na matriz, como na xilogravura e na gravura em metal. Seu primeiro nome foi poliautografia significando a produção de múltiplas cópias de manuscritos e desenhos originais.


História

Essa técnica foi inventada por Alois Senefelder- um jovem ator e escritor de teatro alemão - por volta de 1796, quando buscava um meio de impressão para seus textos e partituras e se deparava com o desinteresse dos editores. Acabou inventando um processo químico novo, mais econômico e menos demorado que todos os outros meios conhecidos na época. A ação de desenhar/escrever sobre pedra já era conhecida, o crédito de Senefelder é ter equacionado os princípios básicos da impressão a partir da mesma. Apoiou-se em textos encontrados em Nuremberg, sobre as experiências de Simon Schmidt, sacerdote e professor bávaro, sendo este o primeiro a pensar a pedra como matriz reprodutora.

A Litografia foi usada extensivamente nos primórdios da imprensa moderna no século XIX para impressão de toda sorte de documentos, rótulos, cartazes, mapas, jornais, dentre outros, além de possibilitar uma nova técnica expressiva para os artistas. Pode ser impressa em plástico, madeira, tecido e papel. Sabe-se que o primeiro pintor que se utilizou com sucesso da técnica de litografia foi Goya, em sua série Touradas de 1825. Este expediente artístico atingiu seu apogeu nas últimas décadas do século XIX, quando diversos autores franceses como Renoir, Cézanne, Toulouse-Lautrec, Bonnard, dentre outros, promoveram uma renovação da litografia a cores.

A técnica da litografia pode ser dividida em quatro etapas básicas:


  1. Limpeza
    Antes de mais nada é necessário apagar a imagem anterior desenhada na pedra, para que não haja interferências no seu próprio desenho. Então, espalham-se grãos (pó de esmeril grão 80, 150 e 220 ou areia fina bem peneirada) sobre a pedra, joga-se um pouco de água para umedecer e coloca-se outra pedra calcária mantida para esse fim ou quebrada para lixá-la. Deve-se lixar a pedra sempre em um movimento de oito (infinito), cuidando para que nenhum pedaço da pedra de baixo fique intacto, para evitar desnivelamentos. Quando o desenho demora a sair, despeja-se uma solução de ácido acético a 10% para quebrar a gordura remanescente, deixando agir por 2 a 5 minutos antes de lavá-la. Não se pode esquecer de limar as arestas irregulares da pedra num ângulo de aproximadamente 45º, para que a pedra não lasque e nem marque o papel. Depois que a pedra está seca, é bom evitar o contato da superfície com as mãos ou qualquer substância rica em gordura, para que não haja manchas indesejadas que prejudiquem na impressão.

  2. Desenho
    A segunda etapa é desenhar sobre a pedra com materiais ricos em gordura já citados anteriormente, mas antes é necessário traçar uma margem de tamanho variado, com goma arábica. Uma vez a goma espalhada na pedra, a área atingida não receberá gordura, salvo se removida com uma lâmina ou com a ponta seca ou re-sensibilizada com solução de ácido acético diluído a 5%. Aqui a criatividade do artista atua, além dos métodos tradicionais de desenho sobre pedra, pode-se usar lâminas e pontas-secas para adicionar textura, marcas com papel carbono, agüada, entre outros.

  3. Entintagem

    Depois que o desenho está pronto, e seco, caso tenha sido utilizada uma tinta aqüosa, partimos para a acidulação e entintagem ou viragem, processos que fixam a gordura na superfície da pedra, evitando que esta se espalhe pelas áreas brancas, descaracterizando o desenho. Pulveriza-se o breu sobre a imagem, espalhando-o com um chumaço de estopa, depois a pedra recebe um banho de uma solução de goma arábica, acido tânico, nítrico e fosfórico, que fixa a gordura apenas na superfície. A matriz então fica dividida em duas áreas: a branca que retém água e repele gordura e a desenhada que agrega gordura e repele água. Limpa-se a superfície com removedor (aguarrás ou querosene) para eliminar o pigmento usado no desenho preservando apenas a gordura, em seguida, a superfície da pedra é umedecida com água. Nessa etapa, não podemos deixar a superfície da pedra secar.

 

A entintagem é feita com um rolo de couro ou de borracha, a tinta litográfica é oleosa e ao passarmos, adere somente nas partes engorduradas, muito embora devamos limpar as margens e a superfície da pedra com uma esponja úmida para evitar qualquer acúmulo de tinta que possa aparecer na hora da impressão.


  1. Impressão
    A última etapa é a impressão, as primeiras tentativas são consideradas testes. A espessura da pedra deve ser de pelo menos 5 centímetros, para evitar rachaduras. O papel(ou outro material) é colocado sobre a pedra, de maneira alinhada. Usa-se uma prensa manual própria para a litografia, a pedra é colocada sobre a superfície plana da prensa que desliza sob a pressão de uma trave chamada ratora. Gira-se a manivela com cuidado para que a ratora não ultrapasse o limite da pedra, causando um acidente, devido a forte pressão. O desenho será impresso de maneira espelhada no papel, assim como nas outras modalidades da gravura. A litografia permite tirar muitas cópias da mesma matriz. Depois de tiradas as cópias desejadas, a pedra está pronta para ser limpa e reutilizada.

A primeira Oficina de Litografia de Minas Gerais: Em Minas Gerais, a primeira oficina litográfica voltada exclusivamente para a atividade artística funcionou no Centro Artístico Cultural de São João del-Rei. A oficina foi montada em 1961 com o equipamento da extinta Gráfica Castello, uma prensa e 200 pedras litográficas, adquirado pelo artista baiano João Quaglia, que se juntou aos são-joanenses Geraldo Guimarães, Sílvia Lombardi e aos padres David e Tiago do Colégio Santo Antônio.

O trabalho desenvolvido repercutiu de tal forma nos meios artísticos de Belo Horizonte, que a Escola Guignard organizou um curso para Quaglia ministrar a seus alunos, sob sugestão da aluna Lotus Lobo, que conhecera as atividades do Centro Artístico e Cultural durante a Semana Santa de 1963, em São João del-Rei.

O curso ministrado por Quaglia acaba por estimular a criação do Grupo Oficina, formado por jovens artistas - Lotus Lobo, Roberto Vieira, Klara Kaiser, Nívea Bracher, Paulo Laender, Frei David, entre outros -, que passam a utilizar a litografia como meio expressivo para suas atividades artísticas. Trabalhando em conjunto, experimentam as possibilidades técnicas da litografia, entre as quais se destacam a fidelidade ao desenho original e o caráter de reprodutividade em série.

 

O que é monotipia?

"Como a própria palavra indica, monotipia é um processo de gravura que dá origem a uma única cópia. Usualmente, para a preparação da placa de impressão, usam-se materiais não-absorventes, como vidro e fórmica, e mais tinta e pincéis. Para transporte, utiliza-se papel absorvente."


O que é Giclée? 


Giclée é uma palavra francesa usada nos EUA para nomear o processo de micro jato de tinta, a uma determinada pressão, usado na impressão desta nova geração de gravuras. É feita na máquina "Giclée Printer", que jateia aproximadamente 4 milhões de microscópicos pingos de tinta por segundo, em papel ( 100% algodão, 220 g ) ou tela. Podem ser usadas até 16 milhões de cores numa só giclée.

Esta tecnologia é considerada o que há de mais sofisticado em termos de impressão para artes gráficas. Todo o material, incluindo tintas pigmentadas específicas, é importado. Tanto a tela como o papel ( 220 g ) são procedentes da Alemanha e são preparados para receber tintas de alta duração ( marca Epson, importadas dos EUA ).

As giclées em papel são entregues com um passe-par-tout de papel ( marca Crescent - PH neutro, também americano). As em tela já vem montadas num chassis.

A partir de um cromo ( 10 x 12 cm ) do quadro original, é criado um arquivo digital de altíssima resolução. A artista passa, então, a trabalhar junto com a editora na correção e ajuste de cores e após a aprovação da matriz, a gravura é impressa individualmente sobre um suporte de tela ou papel permitindo que a qualidade da obra original seja totalmente preservada.

As edições são limitadas, numeradas e assinadas pela artista, sendo emitidos certificados de autenticidade, garantindo a origem da obra. A sua durabilidade é superior a 150 anos , desde que observadas as normas de conservação : nunca expor diretamente ao sol, a água ou umidade excessiva. As giclées em tela já possuem uma camada de verniz protetor, não necessitando qualquer adição de uma outra. Para limpar a tela, passar somente um pano livre de fiapos, macio e seco.

 

Gravura em metal

É aquela técnica que utiliza tanto os métodos direto como indiretos para incorporar à matriz (em geral) de cobre, latão ou zinco uma imagem com características nitidamente peculiares a esse processo de gravura. Nos chamados métodos diretos a mão e instrumentos atuam sulcando a superfície. Nos métodos indiretos, além dos instrumentos são utilizados agentes intermediários, tais como, mordente mais seu tempo de atuação, ceras, vernizes, redutores.

No Ocidente, os ouvires e artífices em metal foram provavelmente os primeiros gravadores e impressores de suas placas. As primeiras gravuras em metal na Itália e na Alemanha são portanto resultados de trabalho de artesões, cujos projetos não eram necessariamente artísticos. Vasari e Finiguerra (1426-1464), continuadores de uma tradição artesanal familiar, foram os descobridores da impressão extraída de uma placa de metal. Pollaiolo foi provavelmente o primeiro artista italiano de destaque a usar gravura em metal como projeto artístico. Na Alemanha, Schoungauer foi iniciador, seguido por Dürer, cujas gravuras permanecem até hoje como modelos de aprimoramento técnico aliado à excelente qualidade artística, do ponto de vista de expressão. A gravura em metal foi difundida rapidamente. Um sem números de gravadores e impressores se desenvolveram, particularmente a partir da possibilidade de reprodução fiel de desenhos e pinturas. A divulgação da obra de grandes mestres teve na gravura em metal o seu grande veículo. Por isso mesmo a gravura, como meio de expressão autônoma começa a enfrentar o fenômeno da decadência, que durou de 1550 a 1700. Apesar disso, alguns artistas destacam-se nesse período, praticando a gravura em metal pelos valores intrínsecos da técnica, do ponto de vista da força criadora inerente à matéria. Foram Dürer, Piranesi, Rembrandt, Callot, Horgath, Goya, Blake, entre outros mestres. Somente no século XIX a gravura em metal ganha autonomia desligada do simples processo de reprodução. Essa autonomia enriquece inclusive os processos e as técnicas. Desde então a gravura em metal entrou em franco desenvolvimento, conquistando, nas artes gráficas, em seu lugar de destaque. 

Buril: 

Sobre a chapa de metal polida, é cavado um sulco pela ponta afiada de um buril de aço, cujo corte revela uma secção em losango em posição de ângulo a 45° em relação à chapa. O instrumento é diretamente manipulado pelo artista e a incisão é livre, de profundidade variável. O resultado é um traço seco e nítido, sendo que na impressão o buril oferece possibilidades de impressão em positivo e negativo (traço em branco ou em preto).

Ponta Seca:

O artista empunha um instrumento de aço como se fosse uma pena (caneta); sua extremidade é em ponta fina, ao contrário do buril, que é losango. Com ela "rasgará" a superfície, em posição de escrita; ao faze-lo, deixará ao longo do rasgo uma fina rebarba de metal que na impressão caracterizará essa técnica, por gerar uma linha mais aveludada. Só é passível de impressão em positivo.

Água-Forte:

Nesta técnica a placa é revestida por um verniz protetor. Com um estilete, o artista executa uma imagem, de modo a descobrir o metal. Onde o estilete retirar o verniz descobrindo o metal, o mordente (ácido nítrico, percloreto de ferro, mordente holandês) penetrará e atacará o metal, nele gravando a imagem. A partir deste princípio, a água-forte se desdobra em dezenas de variantes, tais como água-tinta, verniz mole, maneira negra, maneira ao açúcar, mezzotinta, processos combinados, etc. Estas variantes, além de mordentes, utilizam outros equipamentos: ceras, breu em grãos variados, brunidores, buris rajados, raspadores, gôndola e vedantes de consistências variadas. O tempo em que uma chapa é exposta à ação do mordente é que vai definir a qualidade e intensidade dos valores de luz e sombra e das texturas.

 

Serigrafia

A impressão de uma estampa por processo de estêncil é uma das mais antigas técnicas que se conhece. Os chineses e japoneses usavam-na já em impressão de tecidos e papéis decorativos, alcançando um extremo requinte. No Ocidente o processo já era conhecido no século XVI par imprimir cartas de jogar, e também como meio de colorir xilogravuras. A impressão de estêncil era usada com fins quase que exclusivamente ligados a produtos de artesanato e manufatura. Na França, alcançou grande popularidade graças a Jean Papillon, fabricante de papéis de parede.

Posteriormente sua utilização se ampliou com propósitos comerciais: cartazes, displays, brinquedos, tecidos e tantos outros produtos já usavam silk-screen como processo econômico de produção de imagens coloridas. Somente por volta de 1936, graças à influência de Anthony Valonis, é que alguns artistas começaram a perceber o potencial do silk-screen como meio de expressão artística. Foi Carl Zigrosser, historiador de arte e curador do Museu de Arte Moderna de Philadélfia, que pela primeira vez usou o termo "serigrafia" para identificar as estampas desenvolvidas nessa técnica, com propósitos não comerciais. Com isso pretendeu desvincular do nome silk-screen, já comprometido com produções estritamente comerciais, das novas experiências de caráter artístico. A serigrafia baseia no seguinte princípio: uma película é fixada sobre uma tela de seda ou nylon, esticada firmemente nas extremidades de um bastidor. A estrutura da tela deve ser tal que permita, por pressão de um rodo, ser atravessada em sua trama pela tinta. As áreas de imprimir são "abertas" na película. As áreas que não receberão impressão são bloqueadas por essa mesma película ou emulsão fotográfica, quando for usado processo fotográfico de fixação de imagem. Basicamente, na tela de nylon, cada cor tem uma matriz. É a soma destas matrizes que organiza o projeto do qual resulta a imagem. A serigrafia não utiliza como as demais técnicas, a prensa. Vasarely é o exemplo de um artista que usou a serigrafia em toda sua extensão e possibilidades. Suas estampas chegam às vezes a ter mais de 50 telas para formar uma imagem. Certos processos mistos se apóiam nas enormes possibilidades de serigrafia.

 

Digigrafia

Digigrafia é o termo usado para impressões de qualidade artística produzidas por uma impressora jato-de-tinta. Não confundindo com uma impressora jato-de-tinta qualquer designada para uso comercial e/ou doméstico. 
Ela pode ser impressa em várias superfícies diferentes, tanto como papel de impressão tradicional, como em papéis para aquarela e até sobre lonas para tela. Aplicando camadas protetoras resistentes a raios UV e/ou protegendo as impressões com vidro ou plástico com filtro UV pode-se garantir a estabilidade das imagens digigrafia.

O processo envolve escanear o original para o computador (a menos que a imagem já tenha sido criada anteriormente nele) ajustamento, correção de cores e organização da imagem como for necessário. Uma vez que o arquivo digitalizado foi salvo, impressões adicionais podem ser feitas na medida em que for preciso, embora seja recomendada a impressão do conjunto todo de gravuras para que seja mantida a mesma qualidade de imagem nas impressões. 
Cada imagem é armazenada como dados digitais e cada pixel (ponto) de cor pode ser alterado individualmente ou corrigido antes da impressão. Para melhorar, para o máximo de resultado custo-eficiência, você pode agrupar múltiplas cópias da mesma imagem sobre uma única folha, desta forma reduzindo o número de folhas pedidas. 
Talvez a questão que tenha ficado no ar sobre as impressões digigrafia seja quanto a estabilidade da imagem. Como as digigrafias são extremamente recentes, ninguém realmente pode dizer por quanto tempo elas irão durar, mas o consenso geral é que com estocagem (métodos usados nos museus para preservar gravuras valiosas e delicadas) elas irão durabilidade aceitável. Recentes testes independentes têm também mostrado que o tempo de vida de uma digigrafia depende inteiramente da combinação específica de tinta e papel usados na impressão.

Encaixando digigrafias dentro das imagens

Uma razão para se considerar as impressões digigrafia revolucionárias é que elas são simultaneamente similares e diferentes de outras mídias - elas podem ser uma reprodução (próximo ao offset), um trabalho artístico original (como aquarela ou pintura) ou gravuras originais em série (como litografia ou serigrafia). Isso tudo depende de quando e como é usada a imagem digital no processo artístico:

* Reproduções - Por definição, sempre que um trabalho de arte original é escaneado para o computador e impresso, o resultado é uma reprodução. O fator determinante é que um trabalho original existe independentemente da impressão - tudo que copie isso é considerado reprodução.

* Trabalho de Arte Original - Para ser original, o trabalho artístico precisa ser distinto. Para uma imagem digital ser qualificada como trabalho original, é preciso que a imagem seja gerada inicialmente no computador e então exposta a primeira impressão resultante desta. Se ela for modificada com técnicas tradicionais de pintura, como com tintas acrílicas, isto poderia ser considerado teoricamente uma pintura original. Por exemplo, se a aplicação de pastéis ou colagem é incluída, a impressão seria considerada como uma técnica mista original.

* Impressões Originais Múltiplas - Uma imagem digital que originariamente no computador, mas que impressa numa edição de mais que uma ou múltiplas gravuras originais dentro da mesma família, como litografia e serigrafia. Outro elemento determinante numa gravura múltipla original é a colaboração próxima entre artista e impressor no processo de gravação, que edições glicée oferecem até um certo ponto. É claro que ainda existem algumas áreas cinzas entre essas distinções. Por exemplo, se um artista escancear uma pintura original para computador, e então manipular ela digitalmente antes de imprimir em digigrafia, o resultado é uma gravura original ou uma reprodução? Estas questões terão de ser resolvidas ao passo que as impressões digitais se tornem mais aceitas.

 

Olhando para o futuro

Impressões digitais permitem que você tenha controle sobre sua carreira, lhe dando a possibilidade de começar uma publicação auto-suficiente de qualidade artística em quantidades modestas. Isto também permite que você construa gradualmente seu acervo pessoal pelo tempo em resposta ao seu mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, o público comprador de arte está começando a adquirir gravuras digigrafia devido à similaridade que elas apresentam com relação às pinturas originais, mas por preços acessíveis. Experts prevêm que o mercado para digigrafia vai crescer fortemente e que o valor de uma gravura digigrafia irá eventualmente ser determinado como na maioria dos outros tipos de obras de arte - pelo quanto desejada é a imagem e pela reputação e prestígio do artista. 

Veja materiais para gravura:


Artigos e Materiais

Ferramentas

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Usadão e Ponta de Estoque
Av. do Estado, 6811 (sentido SP)
fones: 6215-4226/ 6161-2044

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Fone:9206-1306

PRENSAS 
http://www.oprojetista.com.br
http://www.acasadoartista.com.br
http://www.templodaarte.com
http://lx1.letti.com.br

SECADOR DE PAPEL
http://www.nexoindustrial.com.br

 

ROLOS 

cabo anatômico e borracha especial
Rolinho 06 cm 
Rolinho 08 cm 
Rolinho 10 cm 
Rolinho 16 cm 
Rolinho 20 cm

Papel Japonês de ótima qualidade
rolo de 28 cm X 19 metros

Estojo de Goivas TOMBO (legítimas) com 6 unidades – 02 tamanhos em forma de V –
02 tamanhos em forma de U – 01 faquinha e 01 formão chanfrado

Tinta offset na cor preta – pote 300 gr. 
Tinta offset nas cores: azul ou amarelo – pote 300 gr. 
Tinta offset nas cores: vermelho ou branco – pote 300 gr.

Contato: André de Miranda
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Se você possui alguma sugestão de fornecedores entre em Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. colocando no email como assunto: FORNECEDORES

Siglas utilizadas nas gravuras:

Uma edição de gravuras originais compreende:

- Provas numeradas com indicação do total (ex: 1/100 a 100/100);

- P.A. (prova de artista);

- P.E. e P.Cor (provas de estado e de cor): determinam um estágio anterior à edição;

- P.I. (prova do impressor): pertence ao impressor;

- B.P.I. (boa para imprimir): a editora tem esse exemplar arquivado, para efeito de autenticidade;

- PAP e P.Exp. (provas de apresentação e exposição): provas utilizadas para lançamento de uma edição;

- H.C. (hors du comerce): os exemplares com essa indicação são excluídos da comercialização regular.